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Paulistanos descobrem seu bairro para fugir da Lei Seca

 

Cristiane Bomfim (Agência Estado)


"Estar perto de casa

é sempre conveniente.

Mas tem de haver

respeito aos moradores"

HEITOR MARZAGÃO TOMMASINI,
PRESIDENTE DO MOVIMENTO DEFENDA SÃO PAULO



Há dois anos, os bares favoritos da advogada Roberta Prates Markert, de 37 anos, eram os do entorno da Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo. A cervejinha gelada e o papo com amigos estavam a 10 quilômetros de casa, na Pompeia, zona oeste. Depois da Lei Seca, com 6.487 blitze na capital só neste ano, Roberta e o namorado, Francisco Serafini Neto, de 26, mudaram de hábito: vão a bares perto de casa. “Se dá para ir a pé, melhor. Hoje, proximidade é decisivo na escolha do bar”, diz ela.

O Jornal da Tarde visitou bares fora do eixo Vila Madalena-Pinheiros-Itaim Bibi-Jardins e constatou que, mais de dois anos depois de o presidente Lula sancionar a Lei Seca, até 70% dos frequentadores no Ipiranga e Vila Mariana, na zona sul, Mooca, zona leste, Perdizes e Pompeia, zona oeste, e Santana, zona norte, moram na vizinhança.

São bares novos ou antigos botecos que passaram por reforma para atender a essa nova demanda. No Bar Desembargador, na Pompeia, onde o JT encontrou Roberta na noite chuvosa do dia 7, quase todos os clientes eram do bairro. “Por causa da Lei Seca, bares de qualidade vão se espalhar pela cidade. As pessoas terão outras opções onde vivem”, constata o maître Oswaldo Pardinho, de 31 anos. O bar foi aberto há pouco mais de um ano e fica em uma esquina ainda tranquila, cercado por prédios residenciais.

“Por causa da Lei Seca, a tendência é que bairros que não têm tradição de bares passem a oferecer esse tipo de lazer para pessoas que não querem ser surpreendidas bela polícia”, afirma o advogado Percival Maricato, diretor jurídico da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

“Estar perto de casa é sempre conveniente. É bom para a economia local, evita deslocamento na cidade e, no caso da Lei Seca, acidentes”, diz o presidente do Movimento Defenda São Paulo, Heitor Marzagão Tommasini.

Segundo Tommasini, desde que a Lei Seca começou a valer, em junho de 2008, pelo menos quatro bares foram inaugurados perto de sua casa, na Avenida do Cursino, na zona sul. "Acho que existe essa relação, sim. E estão sempre cheios. O problema é o barulho, carros que param em frente a garagens e calçadas tomadas por mesas. Faltam fiscalização e cidadania", diz.

Na Rua Luís Góis, na Vila Mariana, o Bar Legítimo completa um ano e meio de funcionamento e pelo menos 80% de clientes moram nas redondezas. “Os bares tendem a sair do circuito conhecido da cidade. Escolhi este ponto porque aqui não tinha bares como o meu”, explica o dono, Delvechio Jerônimo.

“Eu costumava ir à Vila Madalena, mas com o trânsito e as blitze, prefiro bares mais próximos de casa. Antes, não tinha opção, agora tenho”, diz a analista de sistemas Carmen Arrezzi, de 33 anos, que mora na Vila Mariana.

Descentralização é positiva, diz urbanista

Para o urbanista Cândido Malta, a descentralização de serviços na cidade é positiva desde que as pessoas tenham a opção de continuar frequentando locais além do bairro onde vivem. "Eu defendo que os bairros se equipem com todos os serviços de interesse das pessoas que moram nele, mas é importante também que não deixem de existir áreas especializadas em determinado serviço, como a Vila Madalena", diz.

Heitor Marzagão Tommasini, do Movimento Defenda São Paulo, vê com certa preocupação o surgimento de bares em regiões residenciais. "É claro que há vantagens nessa mudança de hábito, como redução de acidentes de trânsito. Mas, junto com os bares, vêm os problemas urbanísticos e de vizinhança por causa do ruído, congestionamentos, carros estacionados na frente das casas e calçadas tomadas por mesas."

AS VANTAGENS
Ao preferir bares perto de casa, você vai:

- Conhecer melhor o bairro em que mora
- Evitar as blitze da Lei Seca
- Não precisará dirigir se estiver embriagado
- Fugir dos congestionamentos
- Evitar fila de espera por mesas em bares
- Poder voltar a pé
- Gastar pouco se quiser voltar de táxi
- Economizar com estacionamento
- Ajudar a desenvolver a economia do bairro
- Conhecer seus vizinhos e pessoas que vivem perto





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